quarta-feira, 22 de julho de 2009

Insônia

Minha conciência insiste em manter meus olhos como prisioneiros, reféns de sua tortura, sempre abertos. Eu devia controlá-la, mas ela me amarra e me mantêm acordada, quando eu queria apenas sonhar. Como qualquer mortal, apenas cerrar os olhos, e relaxar. Sentir cada músculo como um veludo dentro de mim, e cada pensamento como um caminho de contos de fadas, ao som de um instrumental com o fundo de uma queda d'água. Tão confortante imaginar isso, mas ainda sou prisioneira de meus pensamentos, esses que fazem balbúrdia com suas imagens que giram; frases que pulam; sons que sacodem. Tudo como um vizinho barulhento e uma festa indecente. Por que pensar tanto quando se pode dormir? O sono dos justos, pois não...mas não!
Maldito martelo, maldita conciência!
Uma tarefa tão simples, tão difícil para mim. Crio 10 braços e não sei me posicionar. Os pensamentos enrolados dão nós em meu corpo. Meus lábios secam ao desespero da prisão. Meus olhos ardem com o ácido das horas perdidas. Mais pareço uma dançarina angustiada. Rolar, mudar, trocar, esticar, puxar...movimentos sem treinamento, apenas tentaivas de uma posição perfeita, onde nada mais entre, e talvez assim o mundo pare. Horas de luta, e a vitória, talvez um empate. Mas no outro dia, ou melhor, na outra noite, o jogo recomeça novamente.

Um comentário:

de Sá disse...

As vezes meus pensamentos não me deixam dormir também... é um saco, tudo martela e não consigo dormir...
No final quando quero ficar acordado, o cansaço me derruba e finalmente durmo...
No fim vejo que perdi mais um dia e os pensamentos voltam a martelar mais forte ainda...