quarta-feira, 17 de junho de 2009

Novos ventos...

Minhas idéias andam embaralhadas, algumas peças estão faltando, e umas sobrando também. Não foi o vento que espalhou, mas foi invisível, incerto, inesperado tal como este. Aquilo que estava consolidado, ruiu, como algo facilmente deslocável...como pode? Era tão firme! Ia ficar ali para sempre, eu tinha certeza. Nem era tão certo, nem estava tão certa. Uma brisa para balançar é sempre bom, quebra a estaticidade, mas um vento forte destrói a base. Pior ainda quando este não tem direção, e segue de acordo com o acaso, palavra essa alheia ao meu vocabulário. Não suporto pensar que vivo o 'acaso', o 'destino', a 'coincidência'. Tudo confuso. Maldita ventania. Posso reordenar as peças, repôr as velhas, e descartar as inúteis, mas pode vir outro vento. Tem que ser mais firme, e tenho que desviar-me dele. Ou desviá-lo quem sabe, com um vento mais forte: o que eu produzirei.

Um comentário:

de Sá disse...

Vento forte é bom pra soltar pipa!
=-P